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Quatro deputados do PT se lançam pré-candidatos a prefeito de Salvador

 

Por Rodrigo Daniel Silva

Quatro deputados do PT se lançaram, ontem, pré-candidatos a prefeito de Salvador em 2020, quando acontecerá a sucessão de ACM Neto (DEM). Em um café da manhã com a militância do partido, os parlamentares federais Nelson Pelegrino, Jorge Solla e Valmir Assunção e o deputado estadual Robinson Almeida externaram a intenção de competir pelo Palácio Thomé de Souza no próximo ano.  

À Tribuna, o presidente do PT em Salvador, Gilmar Santiago, reiterou que a militância quer que a sigla tenha candidato na próxima eleição. No pleito anterior, em 2016, o partido decidiu apoiar a deputada federal Alice Portugal (PCdoB), que ficou em segundo lugar na briga contra ACM Neto. “Estamos iniciando o debate [sobre ter candidato] e a tendência muito forte é do PT ter candidatura para a eleição do ano que vem. Esse é um desejo que foi manifestado nas conversas de hoje [ontem]. A vontade da militância é que o PT tenha candidatura”, declarou.

Para Gilmar, a legenda nunca conquistou a prefeitura da capital baiana porque não foi capaz de apresentar um programa para convencer o eleitorado soteropolitano. “Essa é uma grande pergunta [por que nunca vencemos em Salvador]. Nós governamos o Brasil com o ex-presidente Lula e a ex-presidente Dilma [Rouseff]. Estamos indo para o quarto mandato no governo na Bahia, mas em Salvador nunca conseguimos ganhar uma eleição. Já disputamos várias. Acredito que se deve a vários fatos. Mas, talvez, ao fato de a gente não ter, ao longo das disputas, apresentado um programa para convencer a população de Salvador”, pontuou.

Segundo o presidente do PT, neste ano, o partido vai se preparar para a eleição do próximo ano. “Em 2019, vamos promover um conjunto de debates temáticos na cidade. Queremos discutir a saúde, a educação, como Salvador deixar de ser a cidade do desemprego. Queremos construir um plano de governo. Vamos discutir com movimentos sociais, sindicais, as universidades. É um ano de preparação do partido para um processo que vamos presenciar no ano que vem. Também temos uma agenda contra os retrocessos do governo Bolsonaro”, salientou.

Para Gilmar Santiago, o fato de o PT não ter candidato em 2016 provocou a redução da bancada de vereadores. Ele lembrou que, em 2012, a sigla lançou o deputado federal Nelson Pelegrino e fez sete legisladores: Waldir Pires, Suíca, Lessa, Gilmar Santiago, Mosiés Rocha, J. Carlos Filho e Henrique Carballal. Os dois últimos migrariam depois para a base do prefeito ACM Neto. Hoje, a sigla tem Moisés Rocha, Marta Rodrigues e Suíca.

“Em 2016, foi um ano bastante complicado para o PT. Nós tivemos muitas dificuldades e problemas no plano nacional, com redução das prefeituras. Mas o fato de não ter candidatura própria muito provavelmente contribuiu para ter redução da bancada. Vamos chegar à eleição do ano que vem bem. Com candidatura própria e com chapa completa de vereadores e vereadoras, elegeremos seis, sete ou até oito vereadores. Temos uma meta ambiciosa, de um partido que quer vencer o desafio de governar a terceira maior cidade do país”, declarou, ao ressaltar que a sigla terá como “prioridade” construir candidaturas femininas.

À Tribuna, Mosiés Rocha reiterou que não será candidato a vereador novamente. “Disputar como vereador, com certeza, não irei. Agora, depois que eu vi os pré-candidatos a prefeito, tenho pensado seriamente em colocar o meu nome. Vou colocar meu nome à disposição para a Executiva municipal. Tirando Valmir - respeito a todos -, mas não tem candidaturas negras em uma cidade negra”, asseverou.


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