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"O Brasil está perplexo", diz Lídice sobre mensagens vazadas

A deputada federal Lídice da Mata (PSB) vê com perplexidade as mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil de conversas entre o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, com integrantes da Operação Lava Jato. Segundo a publicação, o magistrado deu orientações aos procuradores do Ministério Público Federal durante toda a investigação - o que, em tese, fere os princípios constitucionais. "O Brasil está perplexo diante das revelações feitas pelo The Intercept Brasil. Elas demonstram uma relação espúria entre o ex-juiz Sérgio Moro e o procurador Dallagnol, com uma situação que rompe com a Constituição, com o estado de direito. Um juiz não pode se relacionar com o acusador ou com o defensor. Com nenhuma das partes! O juiz deve apenas julgar", avalia a parlamentar, em entrevista à Tribuna. 

Para ela, os vazamentos corroboram com a tese de que o ex-presidente Lula, condenado por Moro na primeira instância, é inocente das acusações de corrupção. "Nós, por outro lado, vemos que tudo aquilo que tínhamos dito nesse processo, de que havia uma articulação política nessa investigação envolvendo Lula, está se provando verdadeiro. E esse momento é de não aceitarmos desculpas, é de exigirmos as investigações. Investigações estas que até então demonstram essa ligação". 

A baiana defende que "é preciso ir mais fundo" nas investigações. "Esperar que novas denúncias e vazamentos de conversas sejam feitas para que a gente possa ir mais ainda na investigação que pode terminar, sem dúvida, desmascarando os verdadeiros objetivos da Lava Jato. Ninguém quer retirar os méritos que a Lava Jato teve, mas não se pode, em nome de combater qualquer crime, cometer outros crimes", avalia.

"Essas revelações que chocaram o Brasil inteiro já provocaram uma reação do conselho nacional da OAB, que decidiu por unanimidade colocar a necessidade de afastamento dos dois envolvidos na questão, até para que uma investigação neutra possa acontecer. Também apresentou o desejo que o Supremo e o Conselho Nacional de Justiça se pronunciem a respeito desse assunto. É muito grave que o Ministério Público, que tem a função acusatória num processo, e o juiz, que é aquele que tem a função de ser neutro e julgar diante das regras da lei, tenham tido uma relação tão próxima, tão promíscua e difícil de ser compreendida à luz da lei", completa. Foto Marcos Oliveira, Ag. Senado. Tribuna da Bahia


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